sexta-feira, 21 de outubro de 2011

MOMENTO DE ESTUDO NA DRE

 
O Setor Regional de Desenvolvimento da Educação e Ensino Integral, juntamente com as Professoras Multiplicadoras do NTE reuniram no dia 30/03, para estudo da Proposta de Avaliação da Educação Especial. A responsável pela Educação Especial na DRE, a professora Luciléia Martins fez a explanação da proposta pontuando algumas considerações importantes com o objetivo de esclarecer o trabalho com a mesma, tendo como foco o atendimento / acompanhamento às escolas. Foi um momento ímpar, onde foi possível sanar algumas dúvidas acerca da proposta. Na oportunidade discutimos também o pensamento de alguns autores como: Cipriano Carlos Luckesi, Jussara Hoffman, Vasco Pedro Moretto e ainda alguns fragmentos da Constituição Federal, Resolução nº 01 de 14 de janeiro de 2010 e a Lei de Diretrizes e Base da Educação. Entendemos que para assegurar uma Educação de qualidade, é fundamental que os educadores sejam apoiados para desenvolver uma prática pedagógica que transforme a realidade da escola, de modo que a diferença não tenha a conotação de desvantagem. É nesse contexto que foi apresentado este documento aos professores das classes comuns, que atendem alunos com necessidades educacionais especiais (NEE), objetivando promover reflexões acerca de suas atitudes, metodologias e formas de avaliação. Ao final do estudo tivemos a oportunidade de ouvir o depoimento da professora Suenildes Pereira, da Escola Estadual Brigadeiro Felipe, que enriqueceu o momento com relatos de muita relevância, onde experiências práticas que assim veem procedendo, tem demonstrado o acerto desta conduta, e os benefícios trazidos para todos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Novos paradigmas de sala de aula: cinco mandamentos para uma transição feliz

Gonçalo Margall*
Transformar uma sala de aula tradicional em um ambiente multimídia só produz os resultados esperados – alunos que aprendem mais e melhor – quando, em paralelo, acontece o mais importante: investir no professor, investir no professor, investir no professor.

1) Manter o foco no professor, e não na tecnologia. A mera instalação na sala de aula de equipamentos interativos não garante que a classe esteja tendo uma aula interativa, com acesso a novas experiências educacionais. Mais importante do que comprar o produto A ou B é investir tempo e dinheiro para ajudar o professor a se apaixonar por esta nova infraestrutura multimídia e, a partir daí, passar a desenvolver novas aulas. Esse é um desafio importante, e que depende da diretoria de cada escola e da visão de cada fornecedor de soluções educacionais para ser vencido. O professor tem de sentir que ganha, e muito, ao abandonar seus antigos métodos em sala de aula e passar a usar de forma criativa e provocadora as novas tecnologias. Mais do que capacitar o professor quando a nova tecnologia entra na sala de aula, é fundamental manter programas de formação continuada em longo prazo.
2) Oferecer para o professor acesso a uma comunidade para o desenvolvimento de novos conteúdos e novos modelos de aula. Não cabe ao fornecedor A ou B ou à entidade educacional C ou D ser a fonte de conteúdos revolucionários, que farão o melhor uso das novas tecnologias de sala de aula. Esses personagens podem e devem suportar o desenvolvimento desses conteúdos. É papel do professor, de pesquisadores, de especialistas em educação, “inventar” novas e atraentes aulas a partir do novo ambiente educacional. Comunidades locais, comunidades interligadas por redes sociais, comunidades internacionais e comunidades voltadas ao desenvolvimento de conteúdos específicos sobre disciplinas específicas (Português, Matemática, Ciência, etc.) são essenciais para suportar a missão do professor audaz, que anseia desvendar novos horizontes e cativar os alunos ao longo de toda esta caminhada.
3) Fale com quem usa esta tecnologia antes de comprar essas soluções. Procure visitar escolas que já tenham vivido esse processo de transição – migrar de salas de aulas tradicionais para salas multimídia – para saber a verdade sobre esta tendência. Vale a pena falar com os diretores, com os professores e, se possível, acompanhar aulas que aconteçam dentro da sala multimídia. Isso dará à pessoa que busca novos horizontes na educação a percepção do que realmente faz diferença para os alunos, o que é apenas uma mudança cosmética.
4) Prepare-se para aprender muito e mudar seus paradigmas. O verdadeiro educador sabe que tudo muda nesta área e que é impossível voltar ao passado. Em 1910, a Universidade de Chicago realizou um estudo para determinar por quanto tempo um aluno conseguiria prestar atenção à aula. Chegou-se à conclusão de que 50 minutos eram o tempo máximo que um professor conseguiria prender a atenção de um aluno. Estudos recentes realizados também nos EUA mostram que, agora, o tempo máximo de concentração limita-se a intervalos de 8 minutos. Em educação, a quebra de paradigmas não tem fim. O aluno que parece não estar prestando atenção na aula, checando mensagens no Twitter, pode estar procurando informações essenciais para a discussão em sala de aula; numa universidade, o aluno que troca mensagens via Facebook com seu amigo pode estar simplesmente realizando um trabalho em grupo.
5) Nunca esqueça a importância de um conteúdo bem construído. A infraestrutura da sala multimídia pode ajudar o professor a dar uma aula brilhante, atraente, que mantém os alunos conectados a ele todo o tempo. Mas isso não diminui a importância da sólida formação em conhecimentos, da capacidade de estar sempre atualizado. Esse é um valor eterno da educação. Com as novas tecnologias educacionais, a única diferença é que a forma de transmitir esses conhecimentos também é mais atualizada.
 
*Gonçalo Margall é diretor da Sapienti, empresa pioneira no segmento de Tecnologia Educacional.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

NTE 
EM AÇÃO
Nós, professoras multiplicadoras do NTE da Diretoria Regional de Ensino de Arraias, pensando na melhoria da educação e priorizando a prática e o aprendizado dos alunos, estamos desenvolvendo o Projeto “Clicar para Incluir” com os alunos e a professora do 5ºano da Escola Estadual Jacy Alves de Barros. Temos o desfio de aproveitar e valorizar a experiência de cada um dos participantes, bem como, de promover um ambiente rico para estudar, praticar e buscar aprender com os recursos tecnológicos.
Assim, é sabido que a Inclusão Digital nas escolas traz consigo um novo tipo de aluno e professor. Essa nova forma de ensinar e aprender requer observações, avaliações e orientações ininterruptas, considerando que a Inclusão Digital na escola está apenas iniciando uma revolução na relação ensino/aprendizagem em ambientes virtuais. Atentos à possibilidade de maior interação promovida pela aprendizagem assistida por computador, pesquisadores procuram fazer com que o aprendizado possa ocorrer de forma colaborativa. Nesses ambientes, professores e alunos interagem na construção de um objetivo comum, passando a ser alunos e professores uns dos outros, possibilitando a transformação da imensa carga de informação recebida diariamente em conhecimento sistematizado. Este trabalho visa a observar e a avaliar, alguns dos caminhos pelo qual essa transformação tem passado, bem como, a visualizar algumas novas pistas por onde seguir nessa longa e desafiante jornada.
Partindo de uma discussão dos limites e possibilidades abertas pelas inovações tecnológicas na educação, o objetivo deste trabalho é salientar que a introdução digital pode gerar resultados positivos ou negativos, dependendo do uso que o professor faz dessas tecnologias. Salienta-se, também, a necessidade de que mais discussões sobre o efeito dessas inovações sejam realizadas e de que os professores estejam preparados para agir neste novo contexto que se apresenta, possibilitando a desmistificação do computador em sala de aula.
Com o objetivo de propiciar o processo da inclusão digital a professora e  os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Jacy Alves de Barros, da professora Eliene de Jesus, criando situações de aprendizagem que levem os mesmos à construção do conhecimento, à criatividade, ao trabalho colaborativo e que resultem, efetivamente, na construção dos conhecimentos e habilidades esperados em cada turma. Pensando nisso, o referido projeto objetiva:
  • Refletir sobre a importância das tecnologias na educação;
  • Capacitar a professora para o uso do computador como ferramenta de trabalho;
  • Oferecer aos alunos do 5º ano, os princípios básicos da informática para a inclusão digital e melhoria da aprendizagem.
  • Promover a interação da professora do 5º ano aos sites educacionais: Portal do Professor, Domínio Público, TV Escola, Rived, e ainda o uso do blog, e-mail, data show como ferramentas pedagógicas. etc;